Um planejador financeiro cuida do plano, não do produto.
Um planejador financeiro organiza renda, gastos, dívidas, proteção, investimentos e sucessão em um plano único, construído a partir dos seus objetivos e revisado ao longo da vida. Vale contratar quando as decisões ficaram maiores do que o tempo que você tem para pensá-las, e quando o que está em jogo é o seu patrimônio, não um produto.
- Foco
- As finanças em geral, não um produtoRegra
- Remuneração
- Combinada por escrito, no contratoContrato
- Assessor de investimentos
- Preposto de corretora, pago por produtoRegra
- Consultor de valores mobiliários
- Recomenda ativos, com registro na CVMRegra
- Revisão do plano
- Na frequência que o contrato defineContrato
- Decisão
- Sempre suaVocê
Regra: Resoluções CVM 19/2021 e 178/2023. Contrato: varia por profissional e por escopo.
Do diagnóstico à revisão, em cinco passos.
A CVM não regula a profissão, mas a regra da consultoria de valores mobiliários descreve o planejador financeiro como quem cuida, entre outros serviços, do planejamento sucessório, dos produtos de previdência e da administração das finanças em geral do cliente, sem orientar sobre valores mobiliários. O trabalho segue uma sequência.
- Diagnóstico
O mapa completo: renda, gastos, dívidas, patrimônio, seguros, previdência, impostos e o que já está investido, em que lugar e a que custo. Sem o mapa, qualquer produto parece bom.
Resolução CVM 19/2021, art. 1º, § 2º, I - Objetivos e prioridades
O que vem primeiro: reserva, casa, educação dos filhos, aposentadoria, empresa, sucessão. Cada objetivo ganha prazo, valor e uma ordem, porque o dinheiro não dá para tudo ao mesmo tempo.
Planejar, descrição do planejador financeiro - Plano por escrito
Quanto guardar por mês, com que proteção, com que regra de sucessão e com que imposto. O plano diz o que fazer e por quê, antes de dizer com qual produto.
Planejar, descrição do planejador financeiro - Execução, onde você escolher
O plano se executa no banco, na corretora e na seguradora que você escolher. Se a execução envolve orientar ou recomendar investimentos em valores mobiliários, quem orienta precisa de registro de consultor de valores mobiliários na CVM.
Resolução CVM 19/2021, arts. 1º e 2º - Revisão
A vida muda: renda, família, empresa, saúde, leis. O plano acompanha, na frequência combinada no contrato. Plano sem revisão vira foto antiga.
Contrato de cada profissional
Planejamento financeiro é um serviço, não um produto. A orientação individualizada sobre investimentos em valores mobiliários é consultoria, atividade regulada e privativa de consultor registrado na CVM; a distribuição de produtos é atividade de intermediários e dos seus assessores. O planejador sem esse registro organiza o conjunto e não orienta onde investir em valores mobiliários.
Planejador, assessor, consultor e gerente não fazem a mesma coisa.
Os quatro falam de dinheiro com você. O que muda é para quem cada um trabalha e quem paga cada um. A regra da CVM define dois deles com precisão.
| Critério | Planejador financeiro | Assessor de investimentos | Consultor de valores mobiliários |
|---|---|---|---|
| O que faz | O plano das finanças em geral: fluxo de caixa, proteção, previdência, sucessão e a ordem das decisões | Prospecta e capta clientes, recebe e transmite ordens, e informa sobre os produtos e serviços do intermediário em nome de quem atua | Orienta, recomenda e aconselha sobre investimentos em valores mobiliários, de forma profissional, independente e individualizada |
| Para quem trabalha | Para você, com contrato próprio | Como preposto de uma corretora ou distribuidora, sob a responsabilidade dela | Para você, com contrato por escrito e os interesses do cliente acima dos seus |
| Quem paga | Você, pelo serviço, na forma que o contrato define | O intermediário: o assessor recebe parte das taxas cobradas, e a remuneração não depende da sua rentabilidade | Você; é vedado receber remuneração que prejudique a independência |
| Orienta onde investir? | Em valores mobiliários, só com registro de consultor na CVM; sem ele, organiza o conjunto e deixa a orientação de investimento a quem é autorizado | Oferece os produtos do intermediário; não é consultoria independente | Sim, é a atividade dele; não pode garantir rentabilidade |
| Registro | A certificação CFP, da Planejar, é a referência da profissão; a Resolução CVM 19 não se aplica ao planejador que não orienta sobre valores mobiliários | Registro na CVM, obtido por credenciamento em entidade credenciadora (Resolução CVM 178/2023) | Autorização da CVM, obrigatória |
E o gerente do banco? Trabalha para o banco, que remunera pelos produtos da própria prateleira. Pode ser um bom atendimento, mas não é um plano feito a partir dos seus objetivos. Fontes: Resolução CVM 19/2021, arts. 1º, 2º, 16 e 18; Resolução CVM 178/2023, arts. 2º, 3º e 23 e termo de ciência do anexo.
Quem paga o profissional decide para quem ele trabalha.
Três modelos existem no mercado. Os dois primeiros são os de quem trabalha para você. O terceiro é o da distribuição, e não é errado: só precisa estar claro.
Por projeto ou por período, combinado por escrito antes de começar. O valor depende do escopo: diagnóstico, plano, acompanhamento e revisões.
Modelo do consultor de valores mobiliários registrado: uma taxa anual sobre o patrimônio acompanhado. Cresce com o seu patrimônio, e o contrato diz o que inclui.
O modelo do assessor e do gerente: quem paga é o intermediário ou o banco, por produto vendido. A regra da CVM obriga o assessor a descrever essa remuneração sempre que o cliente pede.
Pergunte sempre: quem paga você, e por quê? O assessor de investimentos deve descrever como é remunerado por produtos e serviços, incluindo valores ou percentuais praticados, sempre que o cliente solicita (Resolução CVM 178/2023, art. 23, § 1º, III). O consultor de valores mobiliários precisa descrever a remuneração no contrato (Resolução CVM 19/2021, art. 16, III, a). Do planejador, peça o mesmo por escrito.
Quando vale contratar, e quando não resolve.
Um planejador financeiro é caro para quem precisa de uma dica e barato para quem tem decisões grandes à frente. A diferença está no tamanho do que está em jogo.
Imóvel, empresa, filhos, aposentadoria antecipada, sucessão: decisões que não se desfazem e que se cruzam. O plano põe cada uma no lugar e na ordem.
Qual fundo, qual ação, qual CDB: isso é consultoria ou distribuição, com as regras de cada uma. O planejador responde antes: quanto, para quê e por quanto tempo.
Banco, corretora, previdência, imóveis e empresa, cada um com um atendimento e nenhum olhando o conjunto. O plano une as pontas e mostra o custo total.
Ninguém pode garantir retorno. A regra da CVM proíbe o consultor de garantir níveis de rentabilidade, e o planejador trabalha com faixas e premissas, não com promessa.
Se a sua renda para, o que acontece com quem depende dela? Proteção, reserva e sucessão são a parte do plano que ninguém vende em prateleira.
Plano não executado é papel. Se não há tempo nem disposição para mudar hábitos e contratos, o diagnóstico sozinho não muda o resultado.
Um exemplo do que o plano decide: PGBL ou VGBL, com a conta do imposto para uma renda de R$ 30 mil por mês.
Outros exemplos do que o plano decide: quanto guardar de reserva de emergência e como comparar PJ ou CLT pelo líquido.
Cinco perguntas antes de assinar.
As respostas dizem mais sobre o profissional do que qualquer apresentação.
Se a resposta é "o cliente", peça o valor e o escopo por escrito. Se é "o intermediário", peça a descrição da remuneração, que a regra da CVM garante a você.
Diagnóstico, plano, acompanhamento, revisões e o prazo de cada etapa. Escopo vago vira cobrança vaga.
A certificação CFP, da Planejar, é a referência da profissão de planejador. Para recomendar ativos, o registro de consultor na CVM é obrigatório.
O consultor é obrigado a informar no contrato as outras atividades que exerce e os conflitos potenciais. Do planejador, espere a mesma transparência.
Com que frequência o plano é revisto, o que dispara uma revisão fora do calendário e o que isso custa.
Resolução CVM 19/2021, art. 16, III; Resolução CVM 178/2023, art. 23, § 1º, III; Planejar, certificação CFP
Como eu trabalho
O plano é independente de onde você investe: o banco, a corretora e a seguradora são escolhas suas, e a execução acontece neles. Escopo e condições são apresentados por escrito antes de qualquer contratação.
O primeiro passo é a Sessão Estratégica Financeira: uma conversa estruturada sobre o seu momento, os seus objetivos e o que está travando, para decidir se faz sentido seguir. Quem já ganha bem e ainda não se sente financeiramente resolvido usa a sessão para colocar as decisões em ordem.
Investimentos envolvem riscos, e resultados passados não garantem resultados futuros. O plano trabalha com premissas e faixas; a decisão é sempre sua.

Ganhar bem não significa estar financeiramente resolvido.
Sou Adriano Teles, Estrategista Financeiro, empresário, sócio da W1 e fundador do escritório W1 Brasília. Atuo no mercado financeiro desde 2008.
Meu trabalho é o plano: fluxo de caixa, proteção, investimentos, patrimônio e sucessão olhados em conjunto, na ordem certa, com a conta de cada decisão. A consultoria é independente de onde você investe, e a execução acontece onde você escolher.
Para quem tem empresa, o plano separa a vida da empresa da vida da família, como explico em estratégia financeira para empresários. Para quem pensa em imóvel, a conta entre consórcio, financiamento e compra à vista vem antes de qualquer contrato.
Dúvidas sobre o planejador financeiro.
As respostas citam as Resoluções CVM 19/2021 e 178/2023, lidas em 14 de outubro de 2026, e a descrição da profissão feita pela Planejar.
O que faz um planejador financeiro?
Organiza as finanças em geral do cliente em um plano: fluxo de caixa, dívidas, proteção, previdência, investimentos e sucessão, a partir dos objetivos de quem contrata. A CVM descreve o planejador como quem cuida, entre outros serviços, do planejamento sucessório, dos produtos de previdência e da administração das finanças em geral (Resolução CVM 19/2021, art. 1º, § 2º, I). A Planejar o descreve como apto a cuidar das finanças pessoais e empresariais, gerindo riscos e organizando o futuro dos clientes.
Qual a diferença entre planejador financeiro e consultor financeiro?
No uso comum, consultor financeiro é um nome genérico. Na regra da CVM, consultor de valores mobiliários é quem orienta, recomenda e aconselha sobre investimentos em valores mobiliários, de forma profissional, independente e individualizada, com autorização obrigatória da CVM (Resolução CVM 19/2021, arts. 1º e 2º). O planejador cuida do conjunto das finanças; quando passa a orientar ou recomendar investimentos em valores mobiliários, precisa desse registro.
Planejador financeiro e assessor de investimentos são a mesma coisa?
Não. O assessor de investimentos atua como preposto de um intermediário, como uma corretora, e a atividade dele é prospectar clientes, receber e transmitir ordens e informar sobre os produtos e serviços desse intermediário (Resolução CVM 178/2023, arts. 2º e 3º). Ele recebe parte das taxas cobradas pelo intermediário, e a remuneração não depende da sua rentabilidade, como diz o termo de ciência que você assina. O planejador trabalha para você, com contrato próprio.
Planejador financeiro precisa de registro na CVM?
Para planejar, não. A Resolução CVM 19/2021 diz que não se aplica a quem atua exclusivamente como planejador financeiro, cuidando de planejamento sucessório, produtos de previdência e administração de finanças em geral, sem orientar, recomendar ou aconselhar sobre valores mobiliários (art. 1º, § 2º, I). Para orientar ou recomendar investimentos em valores mobiliários, de forma individualizada, o registro de consultor é obrigatório (art. 2º).
O que é a certificação CFP?
É a certificação de planejador financeiro concedida no Brasil pela Planejar, a Associação Brasileira de Planejamento Financeiro, com base nos padrões do Financial Planning Standards Board (FPSB). A Planejar a descreve como uma chancela de excelência e ética da profissão. É a referência para avaliar a formação de um planejador; não substitui os registros que a CVM exige para recomendar ou distribuir valores mobiliários.
Quanto custa um planejador financeiro?
Depende do modelo e do escopo. Os modelos de quem trabalha para o cliente são o honorário fixo, por projeto ou por período, e o percentual do patrimônio acompanhado; o modelo da distribuição é a comissão por produto, paga pelo intermediário ou pelo banco. O que importa é que o valor e o escopo estejam por escrito antes de começar. Na Sessão Estratégica Financeira, escopo e condições são apresentados antes de qualquer contratação.
Vale a pena contratar um planejador financeiro?
Vale quando há decisões grandes e cruzadas à frente (imóvel, empresa, aposentadoria, sucessão) e patrimônio espalhado sem ninguém olhando o conjunto. Não vale para quem quer só uma dica de produto, espera garantia de rentabilidade ou não vai executar. O ganho está na ordem das decisões e no custo total, que ninguém enxerga olhando um produto por vez.
Como funciona a Sessão Estratégica Financeira?
Você preenche um formulário curto sobre o seu momento, a sua renda e os seus objetivos. A sessão é uma conversa estruturada para entender o que está travando e definir se faz sentido seguir com um plano. Escopo e condições são apresentados antes de qualquer contratação. O detalhe está na página da consultoria financeira para alta renda.
Fontes
Publicado em . Normas da CVM e página da Planejar lidas em 14 de outubro de 2026.
As resoluções da CVM definem o assessor de investimento e o consultor de valores mobiliários. A descrição do planejador financeiro vem da exceção da Resolução CVM 19/2021 e da Planejar.
- Resolução CVM nº 19, de 25 de fevereiro de 2021, sobre a atividade de consultoria de valores mobiliários, no texto consolidado da CVM, arts. 1º, 2º, 16 e 18.
- Resolução CVM nº 178, de 14 de fevereiro de 2023, sobre a atividade de assessor de investimento, arts. 2º, 3º, 7º e 23, e o termo de ciência do anexo.
- Planejar, Associação Brasileira de Planejamento Financeiro, descrição do planejador financeiro e da certificação CFP, lida em 14 de outubro de 2026.
O plano antes do produto.
Conte o seu momento, os seus objetivos e o que está travando. A Sessão Estratégica Financeira é a conversa que decide se faz sentido seguir com um plano, e em que ordem.
Aplicação sujeita à análise de perfil. O formulário é o primeiro passo, não uma contratação.